PRIVACIDADE E PROTEÇÃO NA INTERNET

PROTEJA SEUS DADOS, SUA IDENTIDADE, SEU NOME E DEFENDA SEU COMPUTADOR

Privacidade, Proteção de Dados, Antivírus, Informática, Navegação Segura, Roubo de Identidade, Antispyware, Segurança Virtual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  A Erosão da Privacidade na Internet. Taxonomia da Privacidade

Imagine que você simplesmente acenasse para alguém e, sem o seu consentimento, uma câmera de alta resolução tirasse fotos da sua mão para poder registrar suas impressões digitais. Se você soubesse a que fim sua mão foi fotografada, certamente poderia ficar aborrecido. Agora, imagine-se visitando algum grande parque de diversões internacional e lá lhe oferecem um modo novo para que você não mais tenha que enfrentar filas: Registrando as suas impressões digitais par futuras visitas, dessa vez sem filas. Você pode achar essa novidade tecnológica... gratificante.


Estas situações (bem reais nos nossos dias) mostram como somos sujeitos a uma ambivalência de sentimentos com relação a novas tecnologias que revelam informações pessoais. Todavia, a ameaça à privacidade na segunda situação fica camuflada pelas "novas vantagens".

Indiscutivelmente, as tendências para a miniaturização e para a implantação em massa no mercado de micro câmeras, mini dispositivos de gravação, minúsculos sensores de baixa potência, quando combinadas com a capacidade de digitalmente coletar, armazenar, recuperar, classificar e ordenar quantidades muito grandes de informação oferecem muitos benefícios. Mas também ameaçam as liberdades civis e as expectativas de privacidade pessoal.

A visão futurista de George Orwell sobre um período futuro, onde o governo poderia registrar tudo sobre a vida e a atividade de seus cidadãos, já não é mais tema de romance do século passado, mas realidade. "Ele visualizava um futuro onde governos instalariam câmeras em postes, o que já temos" afirma o professor de ciências da computação Harry Lewis. "O que ele não visualizava eram os pen-drives de hoje, por vezes dados como "favores" por algum partido político, e que podem transportar dados privados sobre as pessoas em qualquer lugar.

Uma das melhores tentativas de definir o leque de preocupações com a privacidade em sua interseção com as novas tecnologias ", foi um estudo chamado de "uma taxonomia da privacidade", que surgiu na Universidade norte-americana da Pensilvânia, em 2006. Seu autor, Daniel Goleman, um professor de Direito, identificou 16 ameaças à privacidade moduladas pelas novas tecnologias, incluindo: coleta de informações por vigilância governamental, agregação de informações; insegurança da informação e divulgação, exposição, distorção e descontrole de acesso à informações.

Allan Friedman, PhD, especialista em privacidade e anonimato digital, explica que os sistemas digitais já estão praticamente eliminando a idéia da privacidade simples que muitas pessoas consideram um direito adquirido na vida do dia a dia, ou seja, a idéia de que pode haver anonimato na multidão. Os cientistas da computação geralmente se referem a um corolário desta idéia: A segurança através da obscuridade. "Se você mora em uma casa, você pode deixar a sua porta aberta. As chances de que alguém vá tentar espiar e tentar abrir a sua porta da frente são menores do que as que existem quando se mora em um prédio de muitos apartamentos. Nesse caso é melhor sempre fechar a porta ao sair de casa. O que os sistemas digitais fazem é permitir que alguém se intrometa e teste as coisas com um baixo custo. E eles podem testar um monte de portas".

Friedman observa que computadores rodando a primeira versão do Windows XP podem ser hackeados em menos de quatro minutos, em média, permitindo que um criminoso assuma o controle do sistema sem o consentimento ou o conhecimento do proprietário do computador. Redes baseadas em robôs da web, conhecidos por Net Bots (aplicações de softwares que executam tarefas automatizadas pela Internet) podem checar a vulnerabilidade de sistemas através de um método conhecido por "força bruta" - funciona de modo que os robôs virtuais chequem cada endereço na internet - é um dos parâmetros utilizados para se medir escalas de ataques virtuais. Outra modo de medição dos ataques é o CEO da empresa AT&T, que recentemente testemunhou perante o Congresso norte-americano que a criminalidade na Internet tem custo estimado de um trilhão de dólares anualmente. Isso é claramente um excesso, diz Friedman, mas ninguém sabe na realidade quanto estes crimes virtuais custam, porque não existem requerimentos para se obter essas informações, mesmo no setor bancário.

A insegurança dos dados não é apenas acidental. A maioria dos dados transmitidos pela Web através de redes sem fio são enviados "às claras", sem criptografia. Qualquer um que use a mesma rede pode interceptar e ler esses dados. (O Google é o único grande provedor de e-mail que oferece criptografia, mas os utilizadores têm de buscar a opção para ativar esse recurso).

Os defensores das liberdades civis estão preocupados em razão do fato de que governos podem facilmente obter acesso às comunicações eletrônicas porque os dados estão muito centralizados, passando por um número relativamente pequeno de servidores controlados por companhias que podem ser legalmente forçadas a permitir fiscalização e espionagem sem que o público saiba. Note-se que essa conversa tende a terminar quando os interesses de privacidade são confrontados com
interesses chamados de segurança nacional. Friedman, todavia, pergunta: "Queremos viver em uma sociedade onde o governo, independentemente de lançar mão, ou não, de sua autoridade possa ter acesso a todas as nossas conversas a fim de nos vigiar?

Você não quer necessariamente restringir maciçamente o compartilhamento de informações, porque muito disso é voluntário e benéfico, explica Friedman. Privacidade, no mais simples dos termos, diz respeito ao contexto da troca de informação, ao invés do controle da troca de informação: Trata-se de me permitir determinar em que tipo de ambiente eu estou, um ambiente que permita que eu me expresse de modo confiante sem ter que me impor sobre os outros. E isso engloba diversas áreas, desde fornecer os dados do meu cartão de crédito para uma empresa e esperar que eles o utilizem de forma segura e para o objetivo correto, até pessoas aprendendo a não colocar online fotos de si mesmas bêbadas, por exemplo. E isso deve acontecer aumentando o poder dos usuários da internet, fornecendo a eles ferramentas e também através de algum nível de regulamentação. Nós precisamos de ter mais informações sobre quem tem as informações sobre nós e quem está comprando essas informações, mesmo que não possamos ter controle sobre essas coisas.

Portanto, conclui Freedman, a perda de privacidade é uma espécie de força regressiva. Muito do progresso social conseguido até hoje foi porque algumas pessoas tentaram coisas sob circunstâncias em que elas sabiam quem tinha informações sobre elas e podiam administrar esse fato. Dessa maneira comunidades se expandiram, coisas
novas surgiram e foram aceitas, porém sempre com esforço. A perda da privacidade é uma ameaça para o espírito do progresso humano através da experiência social.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Home